segunda-feira, 24 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
entrevista com Kaká Werá
"A vida,através da natureza manifesta o tempo todo felicidade. Você vai perceber que as pessoas sempre estão mais felizes quando buscam o sol, a praia, as águas da cachoeira, quando buscam se reunir em volta de um fogo numa lua cheia."
(Kaká Werá)
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação fala sobre a polêmica em relação ao livro, "Por uma vida melhor"(livro lançado em 2011)
"É dever da escola e de todo professor estabelecer todos os meios para que se dê na plenitude a comunicação e a expressão, desses meninos, dessas crianças, pra que trabalhando exatamente as suas expressões, que vem da sua família, do seu meio, frequentemente da roça, em lugares do Brasil que não tiveram acesso a chamada lingua culta e tudo mais, pra que isso seja trabalhado, aproveitado sempre, mas na direção de perceber e fazer com que essas crianças e jovens conheçam a linguagem chamada universal. Que é a norma culta, é a linguagem culta. Quando falamos que a escola deve aproveitar e é isso que esse livro diz (Por Uma Vida Melhor(2011)), reconhecer, respeitar, não haver discriminação de natureza linguistica, não taxar uma menina ou um menino ou um jovem porque ele vem falando errado, trazendo exatamente formas de se expressar, da sua localidade ou do seu meio social, ele não pode ser inibido em torno da não expressão. E, portanto, trabalhando essas circunstâncias todas que se apresentam no meio na escola, que são as mesmas circunstâncias que acontecem na rua, nas baladas, na linguagem no computador ou alguém pode condenar ou desconhecer que uma parte grande da comunicação em alta velocidade de crianças e jovens hoje se dá inclusive em torno de uma lingua escrita que é frenquentemente, nós nem conseguimos reconhecer. Tamanha são as abreviações, palavras inventadas, quer dizer, isso é norma culta? as pessoas e crianças vão ser condenadas pra isso? não. O que nós pensamos e aí eu concordo integralmente com a postura dessa autora( do livro, Por Uma Vida Melhor(2011)), e até daqueles que integraram a comissão que selecionou essa obra, entendendo como importante contribuição pra educação brasileira, é dizer que toda forma de expressão é uma forma social."
(Cesar Callegari)
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Uma excelente entrevista com a pediatra, Maria Aparecida Moysés
A pediatra Maria Aparecida, fala sobre do cuidado que deve haver em se dar algum diagnóstico para uma criança ou jovem. Ela considera que deve ser observado a subjetividade de cada indivíduo, como a maneira de aprender, a maneira de agir, o entorno da vida desses jovens. Fala sobre a suspeita da existência de alguns diagnósticos, como por exemplo o transtorno de déficit de atenção. Ela diz que mesmo que acreditasse que essa "doença" exististe ela jamais prescreveria medicação, no caso ritalina. Comenta dos perigos na utilização de medicação de forma indiscriminada. Ela não daria a medicação nem para seu filho, ela diz que daria Rita Lee.
Fala da importância de se escutar a criança. observar se ela tem algum sofrimento. O problema pode estar na família, na escola , nas relações sociais.
No final da entrevista ela recomenda aos pais o seguinte: "olhem e escutem os seus filhos. O que é que eles estão te dizendo. Qual é o conflito que eles estão vivenciando. E como é que a gente pode ajudar.Eu acho que se os pais conseguirem enxergar as crianças para além de um diagnóstico, encontrando a criança, já vai ser um avanço muito grande."
sábado, 15 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
com Manoel de Barros
"O poeta tem esse dom de transformar através da palavra as coisas. Eu acho isso, sinceramente, uma doença, uma disfunção cerebral. Eu não sou um cara normal não. O poeta não é normal, tem um olhar enviesado. Eu tenho esse olhar"
Manoel de Barros
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
"A ESCOLA QUE NÃO PRECISARÁ MAIS EXISTIR" por Ana Thomaz
para nossa família, o unschooling continua sendo a melhor escolha
ja são 7 anos nessa jornada que tem cada vez mais se apresentado como a melhor possibilidade para nosso modo de vida
como nunca fomos ativistas de nenhum movimento contra a escola, estamos sempre abertos para todas as possibilidades
nesse ano tive a alegria de conhecer uma professora (como acredito que muitas outras sejam) encantadora
uma pessoa que ama seus alunos
vibra e cresce junto com eles
essa professora da aulas em uma escolinha rural da cidadezinha onde vivo
(leia os diminutivos pela ternura bucólica de nossas paisagens)
oportunidades foram sendo criadas e assim começamos uma parceria para fortalecer e desabrochar todo amor que essa professora tem por seu oficio
fomos juntas criando um cotidiano escolar que segue totalmente as leis de diretrizes e base do governo, mas que desinveste completamente os hábitos e crenças da escolaridade
surge assim uma escola desescolarizada
desescolarizada de crenças, de hábitos, de desconexões, de ensino vazio, de hierarquia, de padronizações…
estou la diariamente assistindo de perto toda potência que tem um processo como esse
não existe currículo, nem classes, tampouco conteúdo pelo conteúdo
mas existe muita presença, muito trabalho sobre os adultos, muita observação sem julgamento
não existem ameaças, nem recompensas, tampouco explicações especuladoras
mas existe muito acolhimento, limites, inspirações, conexões
existe antes de tudo um amor incondicional e aceitação plena por cada criança
na vida pratica os projetos vão surgindo de modo surpreendente e muito vivos
ja tivemos um projeto de
fazer e empinar pipas
fazer e descer com carrinho de rolemã
fazer e desfazer cavalinhos de barro
pintar, limpar e embelezar o espaço
criamos infinitas mandalas
montamos quebra-cabeças dificílimos
andamos de perna de pau
escrevemos cartas de amor
desenhamos nossas emoções
visitamos a ecovila do querido hiroshi
nos inspiramos na fazenda da serrinha
soltamos pião
fizemos pão de queijo
pular corda, dançar, cantar, correr, brincar, rir muito e chorar de vez enquando, faz parte do nosso cotidiano
tem surgido uma onda de meditações, vamos ver onde isso vai dar
nossos livros são lindos e bons de ler
escrever é a pratica preferida de alguns
fazer contas o desafio diário de outros
e assim passam os dias, e com a chegada do final do ano, vai dando um aperto no coração só de saber que vamos nos separar por um tempão
esse é um brevíssimo relato de uma escola rural publica, que com a confiança de um diretor por uma professora inspirada, tem sido possível transmutar o velho paradigma escolar
o processo tem se baseado na confiança de que toda criança ainda está bem próxima de sua força potente e de sua pulsão de vida
o que queremos é potencializar a potência de cada um
e alinhar o propósito de vida que cada potência de modo muito singular traz na sua essência
cada qual no seu ritmo vai surgindo uma composição onde aparecem as provocações, os antagonismos, as alianças
e assim vamos fortalecendo a capacidade de vivermos na diferença
na horizontalidade cheia de singularidades saltitantes
foram até então 4 meses de dedicação diária a essa realidade que estamos criando
adoraria convidar a todos para presenciar isso de perto, mas claro que não é possível pois certamente iria desviar muito do olhar principal - a formação íntegra e integral de cada criança nessa jornada
nesse momento as presenças mais desejadas alem das crianças, são a de seus pais, para que possam se integrar com esse processo e ampliarem para seus lares e para comunidade
e no futuro sabe o que eu vejo?
a possibilidade dessa escola não precisar mais existir
podendo tornar um centro de encontros, trocas e conexões de uma comunidade responsável por suas crianças
esse é o grande paradoxo
dedicar-se plenamente a criação de uma escola para que ela não precise mais existir!!!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
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