sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Competências Socioemocionais

"Mais exercícios, mais repetição e mais testes podem até resultar em uma nota maior, mas não prepararão o aluno de forma integral e, muito menos, darão conta de desenvolver todas as competências que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21. Enquanto o mundo abre espaço e cobra que os jovens sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades, o ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender demandas antigas. A realidade é que o ser humano é definitivamente complexo e, para desenvolvê-lo de maneira completa, é necessário incorporar estratégias de aprendizagem mais flexíveis e abrangentes.
Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive passa pelo desenvolvimento de competências socioemocionais. Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável, entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes, além de explicar por que crianças de um mesmo meio social vão trilhar um caminho mais positivo na vida, enquanto outras, não.
Longe de ser um modismo, a preocupação com o desenvolvimento dessas características sempre foi objetivo da educação e precisa ser entendido como um processo de formação integral, que  não se restringe à transmissão de conteúdos. Então o que muda? Para que consiga alcançar esse propósito, a inclusão de competências socioemocionais na educação precisa ser intencional."

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Lições Transformadoras com Tião Rocha





"É possível sim fazer boa educação debaixo de um pé de manga. E aprendemos também que educação é alguma coisa que só acontece no plural, porque pra que haja um processo educativo são necessários no mínimo duas pessoas, o EU e o OUTRO. Educação não é o que eu tenho e o que o outro não tem, mas aquilo que eles trocam."

(Tião Rocha, Educador )

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

As notas estão com os dias contados nas escolas francesas!



Alunos de uma escola primária de Caen, no noroeste da França.

Daniella Franco
As notas estão com os dias contados nas escolas francesas. O Conselho Superior dos Programas, órgão do Ministério da Educação francês, elaborou uma proposta para abolir o sistema de avaliação através das notas, que na França vão de zero até 20, e substituí-las por uma análise mais geral das competências dos alunos. O projeto será discutido em uma conferência nacional nesta quinta e sexta-feira (11 e 12), em Paris.
Se o projeto for aprovado, caberá ao professor avaliar as capacidades de cada estudante através de conceitos e pareceres individuais. O docente utilizará critérios como o domínio da língua francesa, a capacidade de comunicação, formas e métodos de aprendizado, a postura dos estudantes como cidadãos, sua compreensão e observação do mundo, entre outros.
O objetivo, segundo o Conselho Superior dos Programas, é diminuir as desigualdades, a concorrência, a pressão e estimular os alunos a evoluir nas áreas onde encontram dificuldades. O próprio presidente francês, François Hollande, chegou a classificar o sistema de notas das escolas nacionais como “um castigo” e não como uma forma de avaliar a capacidade dos estudantes.
Para a presidente do Conselho de Avaliação do Sistema Escolar, Nathalie Mons, o sistema atual de avaliação não é justo. “Em algumas escolas, tirar uma nota 12, que está muito próxima da média, não é um bom resultado. Já em estabelecimentos mais exigentes, obter um 12 pode ser considerado ótimo. Ou seja, percebemos que ainda há muita desigualdade nas instituições de ensino”, considera.
Atraso nas reformas
Sistemas similares sem as tradicionais notas já vêm sendo utilizados há muitos anos por países europeus onde a educação é considerada de alto nível, como Suécia, Dinamarca e Alemanha. Na França, se for aprovado, o novo sistema pode começar a ser testado em 2015.
Para Denis Adam, secretário nacional do setor de educação da União dos Sindicatos Autônomos franceses (Unsa) ainda há muita resistência para implementar reformas nas escolas francesas. “Temos um discurso paradoxal sobre isso. Os pais esperam que seus filhos sejam avaliados como quando eles eram estudantes, com a consciência do trauma que isso gerou neles quando recebiam notas ruins”, diz.
Nathalie Mons lembra que não é só a França que é inflexível a mudanças na educação. “Em todos os países que mudaram seu sistema de avaliação foi extremamente complicado realizar um debate na sociedade civil”, ressalta.
O motivo, segundo ela, é que para os pais, a vantagem das notas é que elas mostram objetivamente o desempenho de seus filhos. “Ou seja, se os resultados estão acima de 10, eles estão tranquilos, mas, se as notas estão abaixo da média, há algo de errado. Mas essa clareza é falsa”, garante.
Falta de esclarecimentos
O engenheiro português Pedro David é pai de dois meninos que estudam em escolas francesas. Ele reclama da falta de esclarecimentos sobre o funcionamento do sistema que pretende abolir as notas. “Ainda não entendi muito bem como eles querem aplicar essa reforma. Se for feita uma correspondência exata entre duas escalas de avaliação, não vai servir para nada. Além disso, não acredito que a sociedade francesa vá se adaptar facilmente a esse novo sistema”, confessa.
Nathalie Mons compreende a dificuldade dos pais em relação às mudanças. Para ela, é necessário que a comunicação sobre essas reformas na educação também seja aprimorada. “Se aplicarmos outros tipos de avaliação, é preciso que eles sejam facilmente interpretados pelas famílias. E que algo mais seja feito em termos de informação aos pais sobre a aprendizagem de seus filhos”, estima.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"O que você quer ser quando crescer? A resposta de Logan, um menino de 13 anos é: "Ser feliz!"





"Logan La Plante tem 13 anos e conta que quando se é criança os adultos fazem a seguinte pergunta:"O que você quer ser quando crescer?" Ele diz que a maioria irá responder skatista, surfista, etc. Fala que os adolescentes não aprendem a ser felizes e nem saudáveis nas escolas. Que isso é deixado de lado. Ele pergunta como seria a educação se fosse baseada em ser feliz e saudável? Logan usa o termo "hackear" a educação, como uma forma de torná-la mais criativa, buscando o que lhe interessa através da internet, amigos e família. Ele saiu da escola tradicional aos nove anos e participa de um Instituto de esqui, onde ele escreve sobre suas experiências e interesses. Ele percebeu a diferença e motivação para estudar quando existe interesse.

Logan termina a sua fala dizendo que :  ",,,se você me perguntar o que quero ser quando crescer, eu sempre vou saber que quero ser feliz."

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Um modelo escolar que estimula a independência e autonomia de seus alunos!


Autonomia alunos Massachusetts

Uma escola em Massachussets(EUA) com um jeito diferente de aprendizagem. A ideia é a de que os alunos se tornem responsáveis pelo o que querem aprender. A diretora da escola diz que perdiam muito tempo em dizer aos alunos o que eles deveriam aprender em vez de perguntar o que eles gostariam de aprender.
Leia a entrevista na íntegra aqui:http://porvir.org/porfazer/projeto-da-autonomia-para-alunos-criarem-propria-escola/20141205

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Verdade, por Carlos Drummond de Andrade



                   google imagem

Verdade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

( Carlos Drummond de Andrade)