segunda-feira, 26 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
"Fala que eu te escuto", reportagem Revista Carta Capital
Uma jovem oferece um dedo de prosa a quem passa pela Avenida Paulista. Por Fábio Fujita
No quarteirão da Avenida Paulista entre as ruas Augusta e Frei Caneca, coração da cidade de São Paulo, uma infinidade de artistas amadores tenta, cada um à sua maneira, chamar a atenção. Há os hippies que vendem colares de miçangas, os covers de Michael Jackson e Elvis Presley, bailarinas, mensagens nas paredes do terrorismo poético, estátuas vivas, caricaturistas, seresteiros, guitarristas. Desde janeiro, talvez ninguém desperte, porém, mais curiosidade do que uma moça de 22 anos. Menos pelas ruivíssimas madeixas de pontas rosa-choque, mais por sua “performance”. Sentada no centro da calçada em frente ao famoso Conjunto Nacional, Mariana Schettino expõe uma cadeira de praia e um colorido cartaz-convite escrito com uma simpática caligrafia: “Vamos conversar? Sente-se comigo!”
Um convite para conversar? A suposta banalidade da proposta costuma deixar os pedestres atônitos. Há quem fique prostrado diante da jovem, lendo e relendo o cartaz, como se a existência de alguém que nada quer além de um dedo de prosa não pudesse ser algo real. Com frequência, os cidadãos sacam seus celulares para registrar o improvável convite.
continue lendo em: http://www.cartacapital.com.br/revista/800/fala-que-eu-te-escuto-3205.html
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
A escuta perfeita para a mediação !
Eliane Brum fala sobre a escuta como repórter.
"Quando me refiro a escutar, não me refiro a algo simples. Escutar qualquer um escuta. Mas escutar, de fato, é uma escolha profunda. Uma escolha de vida, mesmo. Essa escuta a que me refiro, mesmo surdos, no sentido da não audição, são capazes de fazer. Pessoalmente, não acredito que seja possível fazer uma reportagem sem fazer a escolha da escuta. Escutar é empreender o movimento arriscado de se esvaziar de si, de suas visões de mundo, de seus preconceitos, de seus julgamentos, para ir o mais vazio possível em direção ao mundo do outro, ao mundo que é o outro. E depois fazer esse caminho de volta preenchido por uma outra experiência de estar no mundo. Escutar é se desabitar por um momento para ser habitado pelo outro. É isso que eu chamo de escuta e acho que essa escuta é o principal instrumento de trabalho do repórter. Nosso primeiro ato, na reportagem, é interno. Antes de encarar as ruas concretas do mundo de fora, onde vivem as pessoas e as histórias, cada uma delas um mundo singular, precisamos fazer esse gesto de atravessar a rua de nós mesmos. Se a reportagem não começa assim, acho que não a alcançamos. Podemos geograficamente atravessar o mundo, viajar até o Sudão do Sul, por exemplo, mas voltaremos de lá contando sobre o que já sabíamos, contando sobre teses prévias, contando sobre nossa ideia prévia sobre aquele país, sobre nós mesmos. Vamos até bem longe sem sair do lugar. Porque não fizemos o movimento essencial da escuta, que exige muito, mas muito mesmo, de nós."
Eliane Brum
sexta-feira, 9 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
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