segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Para Zete e Marcão!
muito de sabe, se sente, se presencia
a separação de muitos casais que por motivos
variados interrompem a vida em comum. Alguns por breve
período, outros pra nunca mais, outros ainda permanecem ligados de algum modo. Na verdade os relacionamentos são de todo tipo e de toda ordem. É lindo ver um casal de cabelos brancos passeando de mãos dadas como também presenciar o enamoramento dos recém conhecidos. As fases da vida vão passando e nos transformando. O que éramos ficou em algum retrato, algum pedaço de papel. As lembranças ficam espalhadas como sementes, que algum dia, de algum tempo é possível que renasça com todo seu vigor. E algumas recordações gostosas com certeza são as gargalhadas dadas, nem que seja por uma bobagem, por uma piada mal contada. Alguém já escreveu sobre o "segredo" da duração de um relacionamento e a "resposta" foi o riso e a conversa dois temperos, segundo o escritor, indispensáveis pra uma vida em comum. Claro que podem existir outros, muitos outros, mas não nada melhor do que uma boa gargalhada, daquelas de dar dor na barriga e fazer chorar. Tem um casal conhecido que riem juntos a quase quarenta anos e hj deu pra ouvir as gargalhadas de longe!!!
É verdade que já brigaram e brigam ainda, mas como disse o poeta...."é melhor brigar juntos do que chorar separados".
muito de sabe, se sente, se presencia
a separação de muitos casais que por motivos
variados interrompem a vida em comum. Alguns por breve
período, outros pra nunca mais, outros ainda permanecem ligados de algum modo. Na verdade os relacionamentos são de todo tipo e de toda ordem. É lindo ver um casal de cabelos brancos passeando de mãos dadas como também presenciar o enamoramento dos recém conhecidos. As fases da vida vão passando e nos transformando. O que éramos ficou em algum retrato, algum pedaço de papel. As lembranças ficam espalhadas como sementes, que algum dia, de algum tempo é possível que renasça com todo seu vigor. E algumas recordações gostosas com certeza são as gargalhadas dadas, nem que seja por uma bobagem, por uma piada mal contada. Alguém já escreveu sobre o "segredo" da duração de um relacionamento e a "resposta" foi o riso e a conversa dois temperos, segundo o escritor, indispensáveis pra uma vida em comum. Claro que podem existir outros, muitos outros, mas não nada melhor do que uma boa gargalhada, daquelas de dar dor na barriga e fazer chorar. Tem um casal conhecido que riem juntos a quase quarenta anos e hj deu pra ouvir as gargalhadas de longe!!!
É verdade que já brigaram e brigam ainda, mas como disse o poeta...."é melhor brigar juntos do que chorar separados".
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
terça-feira, 29 de outubro de 2019
domingo, 27 de outubro de 2019
a mesa branca
o óculos sobre
o livro
as tintas espalhadas
as fotos coladas na madeira
o cesto de vime
o violão encostado
na parede
os livros de arte
que ficaram de herança
o ônibus acaba de passar
na rua geral
hoje é sexta-feira
dia de feira em
Santo Antônio
o dia está nublado
e como diria um escritor
conhecido......
"A vida vai mas vem vindo"
o óculos sobre
o livro
as tintas espalhadas
as fotos coladas na madeira
o cesto de vime
o violão encostado
na parede
os livros de arte
que ficaram de herança
o ônibus acaba de passar
na rua geral
hoje é sexta-feira
dia de feira em
Santo Antônio
o dia está nublado
e como diria um escritor
conhecido......
"A vida vai mas vem vindo"
terça-feira, 15 de outubro de 2019
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
O motor do carro
ecoa no bairro
A serra elétrica
no prédio
da esquina
o sabiá no garapuvu
o relógio na parede
da cozinha
o vento sul
nas árvores
a música
na casa vizinha
os passos firmes
na calçada
o lanço da tarrafa
na praia
o choro da criança
na pracinha
o estalar do beijo
no rosto
o abraço apertado
no corpo
o coração dentro
do meu peito
ecoa no bairro
A serra elétrica
no prédio
da esquina
o sabiá no garapuvu
o relógio na parede
da cozinha
o vento sul
nas árvores
a música
na casa vizinha
os passos firmes
na calçada
o lanço da tarrafa
na praia
o choro da criança
na pracinha
o estalar do beijo
no rosto
o abraço apertado
no corpo
o coração dentro
do meu peito
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
terça-feira, 17 de setembro de 2019
A bicicleta vermelha
as raízes no manguezal
os carros passam
as pessoas correm
o lixo sem destino
a casal de mãos dadas
uma flor pintada
o jardim de afetos
a palavra engasgada
o cansaço presente
as pegadas deixadas
o livro empoeirado
linhas que ninguém viu
um olhar que ficou
uma saudade constante
a lua que a noite deixou
o sapo martela
e a maternidade
soluça
as raízes no manguezal
os carros passam
as pessoas correm
o lixo sem destino
a casal de mãos dadas
uma flor pintada
o jardim de afetos
a palavra engasgada
o cansaço presente
as pegadas deixadas
o livro empoeirado
linhas que ninguém viu
um olhar que ficou
uma saudade constante
a lua que a noite deixou
o sapo martela
e a maternidade
soluça
domingo, 15 de setembro de 2019
os quadros
sobre a cadeira
o ventilador
virado pra parede
as bonecas chinesas
enfeitam a prateleira
os sapatos
na espera que alguém
os calce
o café está posto
a planta a procura
de luz
as roupas secam
no varal
o pica-pau canta
a floresta resiste
a manta vermelha
cobre o sofá
a televisão pra ninguém ver
o vaso sem flor
o relógio não pára
a flor colhida
a filha que acaba de chegar
a saudade dele
mais um prédio
é construído neste instante
mais um carro sai da garagem
a cidade e seus ruídos
e hoje é sexta de novo
sobre a cadeira
o ventilador
virado pra parede
as bonecas chinesas
enfeitam a prateleira
os sapatos
na espera que alguém
os calce
o café está posto
a planta a procura
de luz
as roupas secam
no varal
o pica-pau canta
a floresta resiste
a manta vermelha
cobre o sofá
a televisão pra ninguém ver
o vaso sem flor
o relógio não pára
a flor colhida
a filha que acaba de chegar
a saudade dele
mais um prédio
é construído neste instante
mais um carro sai da garagem
a cidade e seus ruídos
e hoje é sexta de novo
quarta-feira, 31 de julho de 2019
sexta-feira, 19 de julho de 2019
ela levou a tia
no médico
e ele pediu vários
exames
pra dar o devido
diagnóstico pro
estado de saúde
dela
e um dos exames
foi o de fezes
só de saber disso
a tia ficou com
intestino preso
depois de quase
quatro dias
finalmente conseguiu
se aliviar
colocou o produto
na devida embalagem
e pediu
que a sobrinha entregasse
no laboratório
e recomendou que não podia
passar vinte e quatro horas
pois a encomenda
poderia "estragar"
depois de tal
recomendação a moça
procurou ser diligente
e seguiu o destinho
lá chegando se deu conta
que por conta da pressa
o pacote estava
com um saquinho
plástico transparente
e ela tinha um caminho
a pé um pouco longo
na verdade ela tava
um pouco envergonhada
com a ideia de alguém
desconfiar e sentir
o que ela carregava
não encontrou outro
jeito e foi assim mesmo
até o local da entrega
parou numa fila
as mãos começaram
a suar
a impressão dela é
que todos sentiam
algum odor
foi atendida
e foi informada que
o local ficava em
outra sala que ficava
a três corredores dali
ela já estava a ponto de desistir
quanto mais demorava
a aflição aumentava
quando finalmente achou
o lugar
o atendente falou bem alto
a senhora veio entregar o exame de
FEZES?????
por um momento ela pensou
em responder.....
não vim te entregar um chocolate
feito artesanalmente
ela riu-se
pegou o comprovante
da entrega
e foi embora
aliviada
segunda-feira, 15 de julho de 2019
no quarto
as duas janelas
fechadas
o aquecedor ligado
sobre o banco
redondo
o estojo
com canetas
coloridas
sobre a cama
vários esboços
de diferentes
cenas
uma especialmente
familiar
uma penteadeira
com três gavetas
e um espelho
que já foi
moldura
de muitos
rostos
olhares
sorrisos
e viu
uma adolescente
se transformar
sexta-feira, 12 de julho de 2019
a blusa azul
deixada sobre
a cadeira
de palha
a mesa
redonda
aguarda
a toalha
de jantar
na cozinha
os pés
com meia
calçam sandálias
de dedo e
andam apressados
de um lado
pro outro
a panela
de pressão
assobia
cebolinha
salsinha
alho
são picados
a faca
batuca
os olhos
molhados
são enxutos
no avental
xadrez
Elis Regina
canta...
"Se eu quiser
falar com Deus"
deixada sobre
a cadeira
de palha
a mesa
redonda
aguarda
a toalha
de jantar
na cozinha
os pés
com meia
calçam sandálias
de dedo e
andam apressados
de um lado
pro outro
a panela
de pressão
assobia
cebolinha
salsinha
alho
são picados
a faca
batuca
os olhos
molhados
são enxutos
no avental
xadrez
Elis Regina
canta...
"Se eu quiser
falar com Deus"
terça-feira, 25 de junho de 2019
A palaavra
cabide
sempre esteve
em meu vocabulário
mas hoje me
soa estranha
acho que nunca
tinha parado pra
pensar na palavra
cabide
vou ao dicionário
e leio
que a palavra
vem do árabe
qabda, "garra, gancho"
pesquisando mais
a fundo li que o
termo pouco usado
para cabide é mancebo
que vem do latim
mancipius aí
vem uma explicação
histórica, que quem
ficou curioso pode
pesquisar
tudo isso
transcorreu porque
perdi o sono
são quatro da manhã
e resolvi encafifar
com a palavra
c
a
b
i
d
e
Virgínia Alves
junho/2019
cabide
sempre esteve
em meu vocabulário
mas hoje me
soa estranha
acho que nunca
tinha parado pra
pensar na palavra
cabide
vou ao dicionário
e leio
que a palavra
vem do árabe
qabda, "garra, gancho"
pesquisando mais
a fundo li que o
termo pouco usado
para cabide é mancebo
que vem do latim
mancipius aí
vem uma explicação
histórica, que quem
ficou curioso pode
pesquisar
tudo isso
transcorreu porque
perdi o sono
são quatro da manhã
e resolvi encafifar
com a palavra
c
a
b
i
d
e
Virgínia Alves
junho/2019
Assinar:
Postagens (Atom)





