terça-feira, 31 de março de 2015

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

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“Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível” (Maria Aparecida Moysés)

Leia a reportagem completa em : http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/ritalina-a-droga-legal-que-ameaca-o-futuro/

sábado, 28 de março de 2015

O Sal da Terra um documentário maravilhoso !!!



Um documentário sobre a vida de Sebastião Salgado, um fotógrafo que conviveu com muitas povos, situações difíceis e outras lindas. Ele diz que sempre contaram que os animais são seres irracionais, mas ele descobriu que eles têm a sua racionalidade. O documentário também fala sobre a região que foi devastada pela seca no interior de Minas Gerias, onde o pai de Sebastião tinha uma fazenda. Ele e sua esposa Lélia fizeram um projeto para trazer uma nova vida à região, replantando muitas espécies de árvores e outras plantas , onde hoje é o Instituto Terra. Um maravilhoso documentário onde se conhece um pouco sobre a vida desse fotógrafo humano.

quarta-feira, 25 de março de 2015

NOVOS CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI


Abrimos o evento – que tivemos a pretensão de chamar de Inteligência Coletiva (e viva Piérre Levy) – com trechos do fantástico vídeo Eu Maior (assista abaixo). E entre relatos de experiência de pessoas que transformam a sala de aula nas suas rotinas, mais vídeos inspiravam o coração dos presentes. Foi praticamente um encontro de almas. Todas dispostas a compartilhar saberes, a aprender, a somar forças, a crescer como seres humanos. Foi uma manhã mágica. E é assim que se faz a inteligência coletiva. “Ninguém sabe nada, mas todos sabemos alguma coisa”, afirma Levy.
Professores Inquietos

segunda-feira, 23 de março de 2015

com Luis Alberto Warat





"Nós homens temos que atrevermo-nos a compreender. Talvez tenhamos a enfermidade da covardia compreensiva. Lugar que aos poucos vai acabando a esperança, o último bem que se perde e, por isso, deve-se conservar com dignidade. A dignidade se começa a perder quando o homem não se atreve a compreender." (Luis Alberto Warat)


Para ler o texto clique aqui: http://emporiododireito.com.br/a-rua-grita-dionisio-por-luis-alberto-warat/

sábado, 21 de março de 2015

Antônio Abujamra declama Manoel de Barros





No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos!
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona 
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo o verbo delira.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos o verbo tem que delirar.
(Antônio Abujamra declama Manoel de Barros

sexta-feira, 20 de março de 2015

Manifestações por Contardo Calligaris

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"Na noite de domingo retrasado, dia 8 de março, no quarteirão do meu apartamento, assim que a presidente Dilma começou seu pronunciamento de rádio e TV, explodiu um panelaço: as pessoas diziam que, nesta altura, elas não queriam sequer ouvi-la.
Da janela, deu para escutar alguns gritos. A maioria era "fora PT" ou "fora Dilma". Uma minoria gritava "Dilma vaca" e houve um "Dilma puta".
No dia seguinte, recebi alguns e-mails incomodados, se não indignados, com esses insultos. Algumas amigas declaravam que eles eram mais uma prova do machismo ambiente: isso não aconteceria se Dilma não fosse mulher.
Também me incomodei com aqueles insultos, mas por razões diferentes. Primeiro, porque me pareceu óbvio que, se o presidente fosse homem, apenas haveria uma pequena correção de tiro: ele seria chamado de "veado" ou de "filho da puta"."

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ken Robinson: Como escapar da educação do vale da morte



Ken Robinson fala sobre educação. Diz que os seres humanos são diferentes e diversos. Ele pergunta para a plateia quem têm dois filhos ou mais. A maioria levanta a mão. Ele aposta que esses filhos são completamente diferentes um do outro. Ele diz que ciências e matemática são importantes, mas não são o suficiente. A educação tem de dar igual peso para as artes, humanidades e educação física. 
Ele diz que muitas crianças estão sendo diagnosticadas com o distúrbio de déficit de atenção. Ele não diz que não exista mas não acredita que haja uma "epidemia". Ele dá o exemplo de crianças sentadas horas seguidas e que naturalmente vão ficar inquietas. Ele diz que na maioria das vezes as crianças não sofrem de transtornos psicológicos. Eles estão sofrendo de "criancice". Ele diz que sabe disso porque passou o início de sua vida sendo criança. 
Robinson fala que crianças se desenvolvem melhor com um curriculum mais amplo que incentive vários talentos, não apenas um número pequeno. Ele reforça que as artes são muito importante porque melhora as notas em matemática. São muito importantes porque tocam a sensibilidade da criança. Ele fala que a curiosidade também pode desabrochar uma vida. Que se for acesa a fagulha da curiosidade, provavelmente, a criança aprenderá sem precisar de auxílio extra. Ele diz que crianças são aprendizes naturais. É uma conquista colocar essa habilidade para fora ou reprimi-la. Ele fala que a curiosidade "é o motor da conquista".
Robinson diz que os professores são o sangue que traz vida ao sucesso da escola. Que o magistério é uma profissão criativa, mas que não é um sistema de entrega, que o professor não está lá para passar adiante a informação recebida e sim orientar , provocar e engajar. A educação é sobre aprendizado, se não há aprendizado não há educação. O ponto principal da educação é fazer as pessoas aprenderem. O papel do professor é facilitar o aprendizado. Robinson dá o exemplo de uma professora em sala de aula. Ela pode estar ensinando e se esforçando pra isso, mas se não há aprendizado, não há educação. Ele acredita que o grande problema da educação está nos testes, eles não deveriam ser a cultura dominante  da educação porque em vez de facilitar eles prejudicam. 
Robinson fala sobre a cultura da conformidade. Professores e alunos seguem uma rotina, em vez de estimular o poder da imaginação e da curiosidade. Ele fala que a vida humana é naturalmente criativa e é por isso que todos nós temos curriculuns diferentes. Nós criamos nossa vida e podemos recriá-las com o passar do tempo. É por isso que a cultura humana é tão interessante, diversa e dinânimica. Ele comenta sobre a cultura de padronização da educação. Ele entende que não precisa ser dessa maneira. Dá o exemplo da Finlândia que tem uma educação mais ampla, que  dá importância para humanidades, educação física, artes e não há padronização de testes. 
Robinson fala que há países fazendo a diferença. Têm liberdade de criar e fazer uma educação diferente. Ele diz que a educação não é um sistema mecânico é um sistema humano. É sobre pessoas, pessoas que tanto querem aprender ou que não querem aprender.  Eles podem achar chato, não achar importante, podem achar que não faz sentido com a vida que levam fora da escola. Conta que esteve em uma reunião em Los Angeles e que conheceu programas que estão com o foco voltado para trazer as crianças de volta a educação. Eles têm uma educação personalizada, forte apoio dos professores, um curriculum amplo e diversificado. 
Robinson diz que temos de reconhecer que os sistemas são humanos e há condições onde as pessoas prosperam e outras onde não prosperam. porque afinal somos criaturas orgânica. Ele fala sobre um lugar quente e seco e nada cresce lá porque não chove. Em 2004 choveu lá, 17 cm de chuva caíram por um período muito curto. E no verão de 2005, houve um fenômeno, todo o vale da morte floresceu por um período. Isso prova que o vale da morte não está morto, está dormindo, que abaixo da superfície existem sementes de possibilidades esperando condições certas para brotarem. Se as condições forem propícias a vida é inevitável.    

sábado, 7 de março de 2015

Professoras usam contos de fadas e cartazes para ensinar direitos sociais

Três professoras, do RS , RJ e SP mostram através de estórias de contos de fada e filmes como as crianças e jovens podem se manifestar e desconstruir certos conceitos e pré-conceitos. Através de rodas de conversa são debatidos vários assuntos:"Homem chora", "meninos e meninas brincam juntos de casinha", "meninas também adoram jogar bola", "eu adoro rosa, azul, verde e amarelo", "meninos também adoram dançar", "menino brinca com menina" e "amigos dizem 'te amo'", entre outros.

Magna Torres, professora de educação infantil, criou projeto para desconstruir mitos sociais na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal/Magna Domingues Torres)


leia a resportagem aqui: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/03/professoras-usam-contos-de-fadas-e-cartazes-para-ensinar-direitos-sociais.html

terça-feira, 3 de março de 2015

Tecnologias de informação e comunicação na sala de aula - Claudemir Viana





Claudemir Viana, professor de história fala como é possível estimular os alunos dentre de sala de aula, utilizando outros meios de comunicação, como por exemplo, filmes, música, jornal, textos e a própria internet. Nessa prática ele observou uma grande diferença no interesse dos alunos. Depois de se aprofundar no estudo na área de comunicação ele encontrou um novo conceito em educação que é a educomunicação. Ele entende que os professores podem se apropriar dessas novas tecnologias para aprimorar suas aulas. Diz que o professor não precisa se sentir responsável em dominar completamente as novas tecnologias, ele pode se ver e se colocar como um aprendiz. Isso pode acontecer na prática como o planejamento de suas aulas iniciando em forma de um diálogo com seus alunos. Num primeiro momento para conhecer seus interesses, seu contexto cultural. Dessa forma o professor poderá pesquisar produtos culturais que permite, segundo o professor Claudemir, "um caminhar mais tranquilo na aprendizagem desse aluno, em torno de questões ou conteúdos que fazem parte do currículo da disciplina desse professor." Claudemir entende que ouvir os alunos e considerar a sua cultura é um passo importante nesse caminhar. Ele diz que os professores não devem ter medo em experimentar, porque de um modo geral a geração dele e as que vieram antes não foram preparadas para essa nova abordagem mas isso não deve ser empecilho e sim pode ser considerado um desafio a ser superado numa parceria com seus alunos. Uma vez estabelecida a significação por parte dos alunos dentro das disciplinas nessa nova abordagem a transformação da aprendizagem é significativa, completa Claudemir.