Ken Robinson fala sobre educação. Diz que os seres humanos são diferentes e diversos. Ele pergunta para a plateia quem têm dois filhos ou mais. A maioria levanta a mão. Ele aposta que esses filhos são completamente diferentes um do outro. Ele diz que ciências e matemática são importantes, mas não são o suficiente. A educação tem de dar igual peso para as artes, humanidades e educação física.
Ele diz que muitas crianças estão sendo diagnosticadas com o distúrbio de déficit de atenção. Ele não diz que não exista mas não acredita que haja uma "epidemia". Ele dá o exemplo de crianças sentadas horas seguidas e que naturalmente vão ficar inquietas. Ele diz que na maioria das vezes as crianças não sofrem de transtornos psicológicos. Eles estão sofrendo de "criancice". Ele diz que sabe disso porque passou o início de sua vida sendo criança.
Robinson fala que crianças se desenvolvem melhor com um curriculum mais amplo que incentive vários talentos, não apenas um número pequeno. Ele reforça que as artes são muito importante porque melhora as notas em matemática. São muito importantes porque tocam a sensibilidade da criança. Ele fala que a curiosidade também pode desabrochar uma vida. Que se for acesa a fagulha da curiosidade, provavelmente, a criança aprenderá sem precisar de auxílio extra. Ele diz que crianças são aprendizes naturais. É uma conquista colocar essa habilidade para fora ou reprimi-la. Ele fala que a curiosidade "é o motor da conquista".
Robinson diz que os professores são o sangue que traz vida ao sucesso da escola. Que o magistério é uma profissão criativa, mas que não é um sistema de entrega, que o professor não está lá para passar adiante a informação recebida e sim orientar , provocar e engajar. A educação é sobre aprendizado, se não há aprendizado não há educação. O ponto principal da educação é fazer as pessoas aprenderem. O papel do professor é facilitar o aprendizado. Robinson dá o exemplo de uma professora em sala de aula. Ela pode estar ensinando e se esforçando pra isso, mas se não há aprendizado, não há educação. Ele acredita que o grande problema da educação está nos testes, eles não deveriam ser a cultura dominante da educação porque em vez de facilitar eles prejudicam.
Robinson fala sobre a cultura da conformidade. Professores e alunos seguem uma rotina, em vez de estimular o poder da imaginação e da curiosidade. Ele fala que a vida humana é naturalmente criativa e é por isso que todos nós temos curriculuns diferentes. Nós criamos nossa vida e podemos recriá-las com o passar do tempo. É por isso que a cultura humana é tão interessante, diversa e dinânimica. Ele comenta sobre a cultura de padronização da educação. Ele entende que não precisa ser dessa maneira. Dá o exemplo da Finlândia que tem uma educação mais ampla, que dá importância para humanidades, educação física, artes e não há padronização de testes.
Robinson fala que há países fazendo a diferença. Têm liberdade de criar e fazer uma educação diferente. Ele diz que a educação não é um sistema mecânico é um sistema humano. É sobre pessoas, pessoas que tanto querem aprender ou que não querem aprender. Eles podem achar chato, não achar importante, podem achar que não faz sentido com a vida que levam fora da escola. Conta que esteve em uma reunião em Los Angeles e que conheceu programas que estão com o foco voltado para trazer as crianças de volta a educação. Eles têm uma educação personalizada, forte apoio dos professores, um curriculum amplo e diversificado.
Robinson diz que temos de reconhecer que os sistemas são humanos e há condições onde as pessoas prosperam e outras onde não prosperam. porque afinal somos criaturas orgânica. Ele fala sobre um lugar quente e seco e nada cresce lá porque não chove. Em 2004 choveu lá, 17 cm de chuva caíram por um período muito curto. E no verão de 2005, houve um fenômeno, todo o vale da morte floresceu por um período. Isso prova que o vale da morte não está morto, está dormindo, que abaixo da superfície existem sementes de possibilidades esperando condições certas para brotarem. Se as condições forem propícias a vida é inevitável.
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