quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não revolucionou a educação

"A educação não vai bem -- isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível. Para o trio da Santo Caos, uma "consultoria de engajamento" de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é p mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.Usando um método de pesquisa chamado "bola de neve", em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título "Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não mudou a educação". Veja a matéria completa no UOL Educação "

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

com Paulo Freire


google imagem

" Sou tão melhor professor, então, quanto mais eficazmente consiga provocar o educando no sentido de que prepare ou refine sua curiosidade, que deve trabalhar com minha ajuda, com vistas a que produza sua inteligência do objeto ou do conteúdo de que falo. Na verdade, meu papel como professor, ao ensinar o conteúdo a ou b, não é apenas o de me esforçar para, com clareza máxima, descrever a substantividade do conteúdo para que o aluno o fixe. Meu papel fundamental, ao falar com clareza sobre o objeto, é incitar o aluno a fim de que ele, com os materiais que ofereço, produza a compreensão do objeto em lugar de recebê-la, na íntegra, de mim. Ele precisa de se apropriar da inteligência do conteúdo para que a verdadeira relação de comunicação entre mim, como professor, e ele, como aluno se estabeleça. É por isso, repito, que ensinar não é transferir conteúdo a ninguém, assim como aprender não é memorizar o perfil do conteúdo transferido no discurso vertical do professor. Ensinar e aprender têm que ver com  o esforço metodicamente crítico do professor de desvelar a compreensão de algo e com  o empenho igualmente crítico do aluno de ir entrando como sujeito em aprendizagem, no processo de desvelamento que o professor ou professora deve deflagar. Isso não tem nada que ver com a transferência de conteúdo e fala da dificuldade mas, ao mesmo tempo, da boniteza da docência e da discência.
Não é difícil compreender, assim, como uma de minhas tarefas centrais como educador progressista seja apoiar o educando para que ele mesmo vença suas dificuldades na compreensão ou na inteligência do objeto e para que sua curiosidade, compensada e gratificada pelo êxito da compreensão alcançada, seja mantida e, assim, estimulada a continuar a busca permanente que o processo de conhecer implica. Que me seja perdoada a reiteração, mas é preciso enfatizar, mais uma vez: ensinar não é transferir a inteligência do objeto ao educando mas instigá-lo no sentido de que, como sujeito cognoscente, se torne capaz de inteligir a comunicar o inteligido. É neste sentido que se impõe a mim escutar o educando em suas dúvidas, em seus receios, em sua incompetência provisória. E, ao escutá-lo, aprendo a falar com ele."

(Paulo Freire - Pedagogia da Autonomia - pg. 133 a 135) 

domingo, 18 de janeiro de 2015

"A Nova Sala de Aula" com Fábio Mendes

Professor precisa falar menos e provocar mais, diz educador

Fábio Mendes, autor de “A Nova Sala de Aula”, defende ensinar alunos a aprender por conta própria
Em “A Nova Sala de Aula”, Fábio Mendes, professor, doutor em Filosofia e autor de cinco livros sobre aprendizado e educação, defende que para viver em um mundo sob constante mudança é preciso formar jovens que tenham papel ativo na construção de seu conhecimento, renovando os saberes continuamente. “O mais importante é formar habilidades. Não importa a lista de conteúdos aprendidos, se a pessoa não souber aprender, ela vai acabar ficando desatualizada”, diz.
Como alternativa à tradicional aula expositiva, Fábio propõe a adoção de oficinas de estudo. Com o método, os conteúdos se tornam meio para o desenvolvimento da autonomia no aprendizado e, a sala de aula, o ambiente. Durante o processo, o professor deve apresentar o material que servirá de base para o estudo (textos ou o próprio livro didático), explicar o método passo a passo, e acompanhar a prática, orientando os alunos. Ao final, os estudantes produzem as sínteses e fazem exercícios atestando se avançaram no aprendizado.
Fábio Mendes Nova Sala de AulaMirko Raatz
“O ponto principal é fazer com que eles (estudantes) notem que conseguem aprender por conta própria. Não é o professor que ensina, mas eles que aprendem. Quantas aulas os alunos têm sobre como estudar? Isso não faz parte do currículo escolar. E quantas vezes ao longo da vida escolar demanda-se que eles estudem? Você se motivaria a fazer uma atividade que não te dizem como fazer e te cobram o tempo todo?”, questiona o autor em entrevista ao Porvir.
Em um mundo no qual os jovens estão o tempo todo em atividade, criando e avaliando conteúdos, Fábio defende que é preciso colocá-los para produzir. A lógica do estudo é quase a mesma das postagens nas redes sociais, arrisca.
Confira abaixo a íntegra da entrevista concedida por telefone:
Porvir – No livro “A Nova Sala de Aula”, você defende que é preciso dar autonomia aos estudantes no processo de aprendizado para que eles desenvolvam a capacidade de construir o próprio conhecimento e consigam lidar com os desafios do nosso tempo. Como o método das oficinas atua para atrair os interesses dos alunos? O aluno desmotivado se interessa por leitura, interpretação de texto e anotações?
Fábio Mendes - Os alunos estão desinteressados, porque eles não conseguem notar no dia a dia da escola que eles produzem algo e que eles são escutados. Quando eu proponho as oficinas, a primeira questão que surge é exatamente essa. Se os alunos estão desmotivados, como vão se envolver em uma atividade na qual eles vão ter que ler, vão ter que se concentrar, vão ter que ter foco? O que faz funcionar as oficinas é, na verdade, o modo de conduzir a atividade. É essencial a movimentação do professor. Sem isso, os alunos acabam fazendo outras atividades. Se o professor mantém a circulação e conduz a oficina, com etapas muito simples, de fácil execução, esse aluno desmotivado sente que consegue fazer pequenos progressos. Eu costumo pedir para que os alunos façam uma autoavaliação anônima deles e da oficina, sobre essa atividade de tentar aprender a estudar em sala de aula. A aprovação dos alunos é massiva. Muitos comentam “por incrível que pareça, eu consegui estudar”, “o tempo passou rápido”.
Quantas aulas os alunos têm sobre como estudar? Isso não faz parte do currículo escolar.
Porvir – Há uma idade ideal ou série para iniciar as oficinas de estudo? Elas se aplicam melhor ao ensino médio do que ao fundamental?
Fábio Mendes – A oficina é uma forma de resgatar alunos que perderam a confiança de que podem gostar de estudar. É um modo despertar o interesse pelo conteúdo em alunos que estão completamente desconectados. Isso é típico de estudantes do ensino médio. Mas as oficinas podem ser aplicadas desde o 5º, 6º anos do ensino fundamental. O ponto principal é fazer com que eles notem que conseguem aprender por conta própria. Não é o professor que ensina, mas eles que aprendem. Quantas aulas os alunos têm sobre como estudar? Isso não faz parte do currículo escolar. E quantas vezes ao longo da vida escolar demanda-se que eles estudem? Você se motivaria a fazer uma atividade que não te dizem como fazer e te cobram o tempo todo? Esse é o centro das oficinas. Elas não precisam ser implantadas da noite pro dia, em todos os períodos, por todos os professores, com todos os conteúdos. Muito pelo contrário, pode ser uma aula especial que o professor propõe uma ou duas vezes por trimestre, mas que dá ferramentas para o aluno poder estudar por conta própria.
Porvir – As oficinas de estudo podem ter um horário específico na grade? Por exemplo, ao final do dia, os alunos tem uma hora de oficina de estudos? Ou a ideia é que toda disciplina, toda aula seja dada com a didática da oficina de estudo?
Fábio Mendes - O professor deve se sentir livre para aplicar quando ele achar necessário e no conteúdo que ele achar necessário. Não precisa ser frequente. Não precisa ter um horário determinado e os professores têm que ter livre adesão, até porque eles já estão cansados de coisas implantadas de cima para baixo. Eu tenho retorno de professores que adotaram como didática principal as oficinas de estudos, e, em algum momento, fazem uma explicação expositiva, normalmente, com base na pergunta dos alunos. Outros utilizam em alguns conteúdos, na introdução de um tema novo, para trabalhar de um modo diferente. Não tem uma ruptura com o dia a dia da escola. Isso é um ponto muito positivo.
Fábio MendesDivulgação
Porvir – Você faz formação de professores em como aplicar a didática das oficinas? Como é a receptividade à didática?
Fábio Mendes - Sim. O mais importante das oficinas é a mudança de perspectiva do professor. O professor se dá conta que não adianta um aluno tirar 10 em toda vida escolar, se ele sair da educação básica sem conseguir construir o seu conhecimento com autonomia. Em oito horas de trabalho, é possível dar uma formação sobre as oficinas, elas não são difíceis de serem aplicadas, são bastante intuitivas. Alguns professores, no primeiro momento, resistem: “esse guri está querendo me ensinar a dar aula?”. Mas logo depois eles veem que não estou querendo ensinar nada para ninguém, estou apresentando uma perspectiva para trabalhar dificuldades que eles enfrentam. No final, a aprovação dos professores é maior até que a dos alunos. Entre os estudantes, a avaliação positiva do trabalho não baixa de 80%. Entre os professores, está acima de 90%. Os comentários principais são “finalmente apresentaram uma proposta que pode ser aplicada no dia a dia da escola”, e “essa formação não ficou só no discurso e mostrou como trabalhar em sala de aula”.
Porvir – A oficina de estudo mantém a disposição física da sala de aula, utiliza os mesmos materiais que há séculos são as bases da escola (leitura de texto, interpretação e exercícios, papel e caneta) e não depende da tecnologia. A revolução na educação é mais simples do que se imagina?
Fábio Mendes - Essa gurizada está acostumada a durante o tempo livre, ser ativa. Na minha época (tenho 33 anos), existia a televisão, mas a gente ficava passivo diante dela. Hoje, ao navegar na internet, os alunos publicam, curtem, e compartilham, passam adiante o conteúdo. Por isso, quando entram na sala de aula, há um contraste ainda maior do que o da minha geração. A regra geral é a seguinte: para aprender, tem que escutar. “Por favor, não sejam ativos, senão isso aqui não funciona”. Eles enlouquecem. A oficina de estudos coloca o aluno para construir. Eles se interessam pela atividade que as tecnologias proporcionam. Se a gente provoca a atividade deles dentro da sala de aula com livros, eles também se interessam e muito. Eles notam que estão compartilhando conhecimento e avaliando o que os outros acharam do mesmo conteúdo.
Não importa a lista de conteúdos aprendidos, se a pessoa não souber aprender, ela vai acabar ficando desatualizada.
Porvir – Você avalia que hoje seria melhor termos um currículo mais enxuto? Como deve ser feito esse processo?
Fábio Mendes - O mais importante é formar habilidades. Não importa a lista de conteúdos aprendidos, se a pessoa não souber aprender, ela vai acabar ficando desatualizada. A reforma que precisa ser feita é muito mais didática do que curricular. Se o aluno não aprendeu a estudar por conta própria, a construir um projeto, a montar cronogramas de estudo para conduzir o seu aprendizado depois da escola, da universidade, do mestrado, do doutorado, estará despreparado para o século 21.
Porvir – Você avalia que a formação dos professores é fraca no ensino da didática?
Fábio Mendes - Em todas as formações, os professores sempre me dizem que não tiveram metodologia de estudo na faculdade. Há muita teoria na formação sobre como as inteligências são diferentes, que cada um aprende de uma forma e temos que personalizar o aprendizado, mas pouca prática. Se a gente não colocar os alunos na atividade de aprendizado, nem eles têm como saber qual tipo cognitivo eles são. Isso os professores não aprendem em sua formação. Fala-se apenas que a aula deve ser lúdica e que tem que se respeitar a diferença entre os alunos.
Porvir – Você tem uma empresa de serviços educacionais que recentemente comandou a criação de uma Mostra Científica em Nova Santa Rita (município de 25 mil habitantes, localizado a 20 quilômetros ao norte de Porto Alegre). Como foi este projeto?
Fábio Mendes - O objetivo da minha empresa, a Autonomia Soluções em Educação, é fazer projetos que desenvolvam a autonomia dos estudantes, dos professores e das escolas. Além de trabalhar com alunos sobre como estudar, como programar horários, a gente desenvolve projetos de iniciação científica, como o de Nova Santa Rita. As escolas da região nunca tiveram isso, e chegamos com o desafio de mostrar para estes estudantes que eles podem não só aprender por conta própria, como desenvolver projetos de pesquisa nos quais eles podem adquirir conhecimentos. Alguns temas foram: a saúde das pessoas do bairro, repetência escolar, relação entre namoro e estudo, o problema do lixo eletrônico, um ponto constante de alagamento próximo à escola. O trabalho durou cerca de sete meses e o resultado foi a Primeira Mostra Multidisciplinar e Feira de Iniciação Científica da cidade, com mais de 60 projetos. Isso aconteceu porque houve uma mudança de perspectiva sobre trabalhar com pesquisa e como fazer isso com ferramentas simples e acessíveis.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Escola e internet: o mundo da aprendizagem dos jovens









Uma excelente entrevista com o educador e sociólogo, Manuel Castells :

"O mundo da aprendizagem dos jovens e dos estudantes, se divide cada vez mais em duas partes: na escola, para que te deem um diploma, e na internet, com grupos informais para aprender de verdade. Essa dicotomia continuará até que haja uma reforma profunda na escola. Mas reformar a escola profundamente representa a mudança fundamental da história, porque as escolas continuam funcionando exatamente como eram na Idade Média. Sem internet, sem interatividade, ou seja, na Idade Média chegava um professor e explicava, certo? Continua sendo assim em todos os níveis do ensino. O professor chega e explica. E ele, para explicar, o que fez, estudou uns dias antes, a matéria que tinha que explicar. E isso são os bons professores. Os professores ruins explicam a mesma matéria durante 20 anos sem atualizar-se. Então, eu sou muito crítico.....eu sou professor, fui toda a minha vida e vou ser todo o resto da minha vida. Mas justamente por isso sou muito crítico com o que nós professores fazemos. De afirmar nosso poder mais que nossa utilidade social e nossa utilidade pedagógica. E isso está mudando.
Nesse momento, na Europa, nos Estados Unidos, não conheço dados do Brasil, mas podem ser semelhantes, há 32% de abandono escolar no ensino médio, jovens que decidem que não se interessam.
Foram feitas pesquisas. Dizem "é porque não querem estudar". Não, não é isso. A razão mais importante é porque se intediam. Ou seja, não têm interesse no que lhes contam em aula. Porque eles são de uma cultura digital e lhes passam uma cultura analógica. Assim há uma dissonância cognitiva. Se vive em dois universos, e isso é novo . O que ocorreu agora é que os jovens de hoje vivem já, nasceram desenvolvidos em uma cultura completamente diferente, que mudou em uma velocidade extraordinária. E as instituições e os professores estão em outra era tecnológica. Não é que não utilizem a internet, claro que os professores também utilizam, mas não pensam internet é diferente. É a mentalidade, não é o uso atual, nem que saibam usar computadores, é a forma de ver a vida, é diferente." ( Manuel Castells educador e sociólogo)
(a entrevista continua.......)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Exposição comemora 85 anos de Eli Heil no Museu de Arte de Santa Catarina


 A palhocense Eli Heil completa 85 anos de vida e o Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em Florianópolis, presenteia o público com uma exposição que perpassa toda a trajetória da artista nos seus 53 anos de carreira. A entrada é gratuita.
 
Está é a 14ª vez que Eli Heil apresenta uma exposição individual no Masc. A trajetória da artista e da instituição se cruzaram muitas vezes, fazendo dele o museu onde a artista mais expôs e dela a artista com maior número de individuais no museu, desde as suas primeiras exposições no então Museu de Arte Moderna de Florianópolis (MAMF) na década de 1960.  A curadoria da mostra é de Ylmar Corrêa Neto e Adriano Pauli.
 
A retrospectiva incluirá pinturas e desenhos de cada década da produção da artista, além de três séries (12 desenhos em branco e preto, 50 desenhos coloridos e 40 pequenas pinturas) e
três grandes painéis inéditos (dois com cerca de 20 metros de extensão e um com 32 metros de extensão), perfazendo cerca de 160 obras. Além de várias obras pertencentes ao acervo do Masc, o ateliê da artista e duas coleções particulares emprestarão a maioria das peças.
 
 
O catálogo da exposição contará com reprodução de todas as 54 obras do acervo do Masc, incluindo as não selecionadas para a exposição, permitindo a documentação da maior coleção pública da artista fora da Fundação Mundo Ovo de Eli Heil. Outras 36 obras selecionadas entre as expostas serão incluídas permitindo a necessária documentação da evolução da obra da artista nos seus 53 anos de carreira. Uma cronologia da vida e obra de Eli, com ênfase na relação da artista com o museu, acompanhará as 90 reproduções coloridas.
 
Sobre Eli Heil*
 
Eli Malvina Heil nasceu em 1929, na cidade de Palhoça, Santa Catarina. Viveu sua infância e juventude no município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz, tornando-se professora de educação física. Oportunamente, mudou-se para Florianópolis, onde lecionou em um colégio da capital, antes de dedicar-se integralmente à atividade artística.
 
Pintora, desenhista, escultora e ceramista autodidata, participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut). “A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.
 
Em seu processo de criação utilizou os mais diversos materiais (saltos de sapato, tubos de tinta, canos de PVC, etc.) e inventou inúmeras técnicas.
 
(* Fonte: site da artista - www.eliheil.org.br)
 
Serviço:
 
O quê: Exposição Eli Heil - 85 anos
Visitação: até 22 de março de 2015. De terça-feira a sábado, das 10h às 20h30min; domingos e feriados, das 10h às 19h30min.
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) - Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis (SC)
Entrada gratuita
Informações: (48) 3664-2630 / 3664-2631
Visitas mediadas devem ser agendadas com antecedência pelo telefone (48) 3664-2633 ou e-mail masc@fcc.sc.gov.br
 
(Fotos: Márcio Henrique Martins / Assessoria de Comunicação FCC)
Fonte: Assessoria de Comunicação FCC