Uma entrevista com José Mujica, extraída do documentário, "Humano, Uma Viagem pela Vida !!!" Ele fala sobre felicidade, sobriedade e vida.
terça-feira, 30 de maio de 2017
com José Mujica
Uma entrevista com José Mujica, extraída do documentário, "Humano, Uma Viagem pela Vida !!!" Ele fala sobre felicidade, sobriedade e vida.
domingo, 28 de maio de 2017
Brincando com as palavras...
cedo
creio
apareço
minha
sede
insana
do
leite
no
seio
materno
amamento
(inspirado na exposição, Palavra em Movimento, de Arnaldo Antunes)
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Laerte-se
Um documentário que mostra um pouco da vida de Laerte Coutinho, suas transformações e reflexões!!!!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Parceria entre Portal do Educador e AbCd: Um “tsunami” de Desmedicalização da Infância no Brasil
O AbCd (www.desmedicalizacao.org) é uma Associação sem fins lucrativos criada para congregar profissionais capazes de realizar o atendimento a crianças indevidamente diagnosticadas e medicadas. Por compreender que há um genocídio a infância que precisa ser denunciado e combatido, a parceria entre as duas organizações visa qualificar profissionais e organizações educativas para que possam desmitificar, ou desconstruir, diagnósticos e testes fraudulentos que rotulam crianças de forma perversa.
Com a justificativa de promover o melhor rendimento do aprendizado das crianças, o cloridrato de metilfenidato (substância presente em medicamentos conhecidos por nomes como Ritalina ou Concerta) é aplicado para que elas se tornem “obedientes, disciplinadas e concentradas”. Entretanto o que é visto como indisciplina, desobediência ou dificuldade de concentração, é na verdade fruto da falta de diálogo da instituição escolar com aquilo que tem mais significado para formação da subjetividade destas crianças, seus interesses e desejos mais profundos.
Nos últimos dez anos o consumo de Ritalina cresceu 775% no Brasil, que já é o segundo maior consumidor da droga no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
A parceria entre as duas organizações visa oferecer o atendimento a famílias e escolas com crianças medicalizadas, para desconstruir estes diagnósticos, interromper gradualmente o uso inadequado da droga e contribuir para otimização do processo de aprendizado e desenvolvimento destas crianças, assim como para o processo de Desmedicalização da infância.
A Associação Brasileira de Cientistas para Desconstrução de Diagnósticos e Desmedicalização (AbCd) explica que diagnósticos como Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade, Transtorno Desafiador Opositor, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Dislexia, dentre outros absurdos que possam ser criados, não reconhecem o ser humano como um ser integral, produto de uma cultura, com suas questões emocionais, sociais e biológicas completamente indissociáveis, interdependentes e diretamente ligadas ao processo cognitivo. Explicam ainda que TDAH, TDO, TOC e Dislexia não são doenças neurobiológicas ou genéticas, não há nenhum gene responsável por fundamentar estes diagnósticos. Eles partem de concepções científicas equivocadas e ultrapassadas sobre o cérebro e o ser humano, defendem que as pessoas com estes diagnósticos possuem uma espécie de defasagem no Córtex pré-frontal e não reconhecem os avanços da ciência moderna, aplicada as várias áreas do saber, da cibernética a medicina contemporânea. O próprio psiquiatra Leon Fisenberg, criador do TDAH, antes de morrer, se pronunciou afirmando a farsa deste discurso, em suas palavras “um excelente exemplo de uma doença fictícia”.
Milhares de crianças são medicadas de forma irresponsável por profissionais da área da saúde e da educação incapazes de compreender as fraudes existentes em testes psicológicos e neurológicos que ratificam diagnósticos cientificamente infundados e acabam por transformar problemas de educação em problemas de saúde.
A AbCd atende famílias e escolas oferecendo consultoria pedagógica, atendimento clínico, formação e supervisão profissional, para gradualmente interromper o uso da droga com a finalidade de otimizar de fato o aprendizado das crianças. No site da Associação é possível obter mais informações.
Famílias e escolas interessadas podem entrar em contato com a Associação AbCd através do e-mail: contato@desmedicalizacao.org
sábado, 29 de outubro de 2016
Chico Buarque - "Paratodos"
Paratodos
Chico Buarque
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro
Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto
Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro
Fonte: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45158/
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
INCOMUNICABILIDADE
Querer que qualquer um seja sensível ao nosso mundo íntimo é o mesmo que estar sentindo um zumbido no ouvido e pensar que o nosso vizinho de ônibus o possa escutar.
______Mario Quintana - A Vaca e o Hipogrifo
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Ludovico Einaudi – Experience
Ludovico Einaudi (Turim, 23 de novembro de 1955) é um pianista e compositor italiano de música erudita. Depois de treinar no Conservatório de Verdi em Milão e influenciado pelo compositor Luciano Berio no início dos anos 1980, Einaudi iniciou sua carreira como compositor de música erudita e logo incorporou outros estilos e gêneros, incluindo pop, rock, world music e folk music. Einaudi compôs dezenas de músicas para filmes e trailers, incluindo Intocáveis, I'm Still Here, Doctor Zhivago e Acquarioem 1996, pelo qual ganhou a Grolla d'Oro por melhor trilha sonora. Ele possui vários álbuns solo de piano e orquestra, como I Giorni em 2001, Nightbook em 2009, e In a Time Lapse em 2013.
Einaudi nasceu em Turim, Itália. Seu pai, Giulio Einaudi, era editor de autores como Italo Calvino e Primo Levi, e seu avô, Luigi Einaudi, foi presidente da Itália entre 1948 e 1955. Sua mãe tocava piano com ele desde criança. Ele começou compondo suas próprias músicas ainda adolescente, primeiro escrevendo para tocar numa folk guitar. Ele iniciou seu treinamento musical noConservatório de Verdi em Milão, ganhando um diploma em composição em 1982.. No mesmo ano ele estudou com Luciano Berio e ganhou um intercâmbio escolar para o Festival de Música de Tanglewood. De acordo com Einaudi, "Berio tem interesse em trabalhos musicais com vocal africano e fez alguns arranjos de músicas dos Beatles, e ele me ensinou que há uma espécie de dignidade dentro da música. Eu aprendi orquestração dele e um jeito liberal de pensar sobre música."
Fonte: wikipédia
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Fagner -Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
"Traduzir-se" é um poema de Ferreira Gullar publicado em 1980, no livro "Na Vertigem do Dia". O poema foi musicado por Raimundo Fagner em 1981.
Embora tenha colocado, com rara beleza, a letra no clássico "Trenzinho do Caipira", de Villa Lobos, Ferreira Gullar declarou não ter muita habilidade para colocar letra em música já pronta, o inverso, no entanto, é verdadeiro: a poesia de Ferreira Gullar é extremamente musical, muitas até parecem que foram feitas especialmente para serem musicadas.
O próprio Fagner, um amigo e admirador da obra de Ferreira Gullar, trabalhou, pelo menos, mais quatro poemas de seus poemas. São eles: "Contigo", "Cantiga Para Não Morrer (Me Leve)", "Menos a Mim" e "Rainha da Vida". Raimundo Fagner certamente não acredita na incapacidade do poeta em colocar letra em música pronta, certa vez, o cantor encaminhou um CD com várias músicas para que Ferreira Gullar colocasse a letra, e sobre este assunto Ferreira Gullar declarou:
"O caso do Fagner é diferente, ele me procurou, ele buscou meus poemas e nos tornamos amigos. Eu gosto muito dele, tenho uma grande amizade por esse cearense. De vez em quando ele me liga ou me escreve, até me pediu outro dia para que eu colocasse letras numas músicas que ele enviou num CD - por problemas técnicos a mídia não funcionou, ficando eu impossibilitado de ouvir as músicas."
sábado, 24 de setembro de 2016
com Nina Simone
A voz de quem não se calou.
Nina Simone foi literalmente a voz do movimento negro americano pelos direitos civis, nas reuniões e nos encontros, era sua música a responsável por acalmar os corações dos que tudo perdiam naquela lógica violenta e separatista intensificadas nas décadas de 50 e 60. Nina sempre sonhou em ser a primeira pianista clássica negra, mas fora reprovada na universidade, mesmo sabendo ter realizado um bom teste. Tal fato desencadeou uma mudança de planos na vida de Nina que foi ganhar a vida cantando blues em barzinhos e quanto mais crescia seu ativismo pelo movimento anti segregação, mas eram lhe fechadas as portas, as rádios, os palcos.
Depois de ter vivido altos e baixos e ter aberto seu coração e sua genialidade para o mundo, Nina declarou a uma entrevista para uma rádio europeia: "Se eu fosse uma pianista clássica eu teria sofrido menos". pouco antes de morrer Nina recebera uma carta de pedido de desculpas da universidade de música Curtis por sua reprovação no teste.
Nina Simone - Ain't Got No
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Sagração da Primavera
por Ana Lucia Santana
A Sagração da Primavera, do compositor erudito russo Igor Stravinsky, subverte a estética musical do século XX, dando origem ao Modernismo. A célebre composição musical deste irreverente artista do século passado é hoje considerada um símbolo da musicalidade erudita, mas na época causou polêmica ao embalar o balé em dois atos criado pelo não menos rebelde Vaslav Nijinsky, coreógrafo também originário da Rússia.
Este espetáculo narra a trajetória de uma garota marcada para ser entregue como oblação à divindade primaveril, no auge de um ritual pagão, com o objetivo de conquistar para seu povo uma colheita proveitosa. Seu cenário foi arquitetado pelo artista plástico e arqueologista Nicholas Roerich, e a estréia se deu em pleno Théâtre des Champs-Élysées, na capital francesa, no dia 29 de maio de 1913.
Esta obra revolucionou praticamente todas as principais características da música de então, ou seja, o arcabouço do ritmo, a estrutura orquestral, o timbre, a forma, os aspectos harmônicos, a maneira como se utilizavam as dissonâncias, e o valor conferido à percussão, a qual sobrelevava a própria melodia, algo impraticável até este momento.
continue lendo aqui: http://www.infoescola.com/musica/a-sagracao-da-primavera/
Este espetáculo narra a trajetória de uma garota marcada para ser entregue como oblação à divindade primaveril, no auge de um ritual pagão, com o objetivo de conquistar para seu povo uma colheita proveitosa. Seu cenário foi arquitetado pelo artista plástico e arqueologista Nicholas Roerich, e a estréia se deu em pleno Théâtre des Champs-Élysées, na capital francesa, no dia 29 de maio de 1913.
Esta obra revolucionou praticamente todas as principais características da música de então, ou seja, o arcabouço do ritmo, a estrutura orquestral, o timbre, a forma, os aspectos harmônicos, a maneira como se utilizavam as dissonâncias, e o valor conferido à percussão, a qual sobrelevava a própria melodia, algo impraticável até este momento.
continue lendo aqui: http://www.infoescola.com/musica/a-sagracao-da-primavera/
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Texto interpretado pelo ator Domingos Montagner
"Eu brinco, eu sou palhaço. eu brinco, eu danço, eu ondulo, eu brinco com as crianças, eu quebro meu coração em direção ao risco porque eu sou de circo. Eu brinco com a vertiginosa audácia do trapézio e lá no alto, no topo da lona, no meio de um salto mortal, eu sou capaz de roubar um holofote porque eu sou de circo. Eu sento num cavalo como quem senta numa poltrona, eu ando numa corda como quem anda numa avenida. Eu ando de bicicleta sem guidão, sem assento, sem pedal, sem roda, e com as mãos eu dinamizo dezessete laranjas, de tal forma que elas mais parecem estrelas iluminando o firmamento porque eu sou de circo.
sábado, 3 de setembro de 2016
Um Lindo texto de Rubem Alves, "Quando os filhos voam"
Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…
Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…
Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…
Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.
Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.
É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.
É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.
sábado, 23 de julho de 2016
Antonio Abujamra - Escolha de Amigos por Oscar Wilde
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Giuseppe Arcimboldo
Antes de todo o surrealismo, impressionismo e alegorismo ter surgido na arte contemporânica, já existia um artista italiano do século XVI que pintava muito à frente do seu tempo. Giuseppe Arcimboldo juntava vários objectos, animais, frutos e vegetais na sua pintura, dando origem a a rostos bastante renascentistas.
para saber mais clique aqui: http://obviousmag.org/archives/2010/06/a_arte_de_arcimboldo.html
domingo, 17 de abril de 2016
com Sebastião Salgado
Sebastião Salgado
"...quando fotografo seres humanos, nunca chego de surpresa ou incógnito a um grupo, sempre me apresento. Depois me dirijo às pessoas, explico, converso e , aos poucos, nos conhecemos. Percebi que, da mesma forma, o único meio de conseguir fotografar aquela tartaruga seria conhecendo-a; eu precisava me adaptar a ela. Então me fiz tartaruga: fiquei agachado e comecei a caminhar na mesma altura que ela, com palmas e joelhos no chão. A tartaruga parou de fugir, E quando se deteve, fiz um movimento para trás. Ela avançou na minha direção e , imediatamente, dei mais alguns passos para trás, Então ela veio até mim e se deixou observar tranquilamente, Foi quando pude começar a fotografá-la. Levei um dia inteiro para me aproximar dessa tartaruga. Um dia inteiro para fazê-la compreender que eu respeitava seu território."
(Sebastião Salgado)
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Deleuze e Stravinsky
"fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte de seu charme." (Gilles Deleuze)
quinta-feira, 31 de março de 2016
com Mia Couto
''Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupança de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
- Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O que melhor sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar.''
Mia Couto
No livro "O Fio das Missangas"
- Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O que melhor sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar.''
Mia Couto
No livro "O Fio das Missangas"
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