sábado, 25 de janeiro de 2020

no escritório
de paredes brancas
a máquina de escrever
na prateleira de ferro
guarda na memória
as crônica e poemas
de que foi coadjuvante
ao lado uma eletrola
dos tempos idos
em que as estórias ifantis
fizeram palco
eram contadas
principalmente no verão
onde a cigarra mostrava
que a vida sem poesia
de nada vale
onde a saracura
quebrava potes
e o sapo foi
a uma festa no céu
na verdade
em todas as estações
eram contadas
muitas estórias
desde o gibi
do tio patinhas
ao pequeno príncipe
em que os adultos
só conseguem ver
um chapeu no
desenho de uma criança
e ela vê uma "jibóia
digerindo um elefante"

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