
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
"Crenças" por José Pacheco
- Com a devida vénia, cito notícia de jornal: A escola que se auto intitula a primeira no ENEM é, ao mesmo tempo, a escola 1 e a escola 569 no ranking que a imprensa faz com os resultados do ENEM. E faz 5 anos que a escola usa do mesmo expediente e ninguém toma nenhuma providência. A notícia merecerá uma leitura integral, mas deixá-la-ei para quem estiver atento a pormenores. O jornalista é pessoa avisada, desmonta com argumentos válidos o mito das “melhores escolas” e a crença nas virtudes de rankings geradores de tsunamis de matrículas nas “melhores escolas”. Refere o jornalista que indicadores pouco fiáveis foram jogados ao país sem maiores explicações e apoderados pelas escolas e pelos sistemas de ensino. E acrescenta:a escola verdadeira, aquela que faz a captação dos alunos que mais gabaritam em simulados, não aprovaria ninguém (se considerarmos que todos tivessem a média divulgada para a escola) em nenhum curso muito ou mediamente concorrido.É raro assistir à denúncia de concorrência desleal e à manipulação de dados. E surpreende o fato de esta notícia não ter sido difundida como mereceria pela comunicação social especializada, nem ter sido objeto de atenção e debate em sites educacionais. A notícia é uma pedrada no charco, pelo que saúdo o rigor jornalístico e a saudável ousadia do autor. Por efeito de crenças sedimentadas e recurso a propaganda enganosa, se vai vedando aos pais o direito de saber que uma prova como o ENEM quase nada avalia, a não ser a capacidade de acumulação cognitiva, de memória de curto prazo. Na ânsia de aprovação num vestibular, os jovens atulham as suas cabeças de informação, que não chega a ser conhecimento, que se esvai ao cabo de algum tempo. Se assim não for, que se aplique a mesma prova do ENEM aos mesmos alunos, decorridos alguns meses...Muitos pais creem que, se os seus filhos logram obter boa nota no ENEM, mutatis mutandis, eles “aprenderam a matéria”. Mas aqueles professores universitários, que estudaram docimologia, sabem que um exame é um instrumento de avaliação falível. Se sabem, o que os impede de esclarecer as famílias, de afirmar que os vestibulandos pouco, ou mesmo nada, aprendem? A sociedade crê que as “melhores escolas” são aquelas que mais tempo investem em simulados, confundindo conhecimento com “decoreba”. Saberá que cerca de 8% dos jovens aprovados em vestibulares são analfabetos funcionais? O ENEM apenas evidencia que as notas obtidas estão diretamente relacionadas ao nível socioeconômico dos estudantes. Vestibulares, provinhas e ENEM são meros exercícios de darwinismo social e de legitimação das desigualdades produzidas por um modelo de escola, no qual, por efeito de crenças de que padecem ministros e secretários de educação, prosperam os cursinhos da sinistra indústria em que a educação brasileira se transformou.Crenças profundamente enraizadas no subconsciente comprometem e adiam a mudança necessária, num país de excelentes pedagogos, conscientes de que bastaria cumprir a LDB, que o Florestan, o Darcy nos legaram, para termos uma boa educação. Sabem que, quando Paulo Freire se libertar do sequestro a que o sujeitaram nos arquivos de teses das universidades e for fazer companhia aos seus companheiros de chão de escola, os brasileiros terão acesso à educação que merecem. Mas, se o sabem, por que não fazem eco da notícia?...
José Pacheco
Fundador da Escola da Ponte, em Portugal. Atualmente trabalha no Projeto Âncora em Cotia - SP e orienta o projeto de diversas escolas pelo Brasil. Especialista em Leitura e Escrita, é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. É autor de vários livros e artigos sobre educação, destaque para o Dicionário de Valores, publicado recentemente.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
com José Pacheco
"A educação brasileira anseia pela concretização de utopias. Utopia que é um estágio superior de humanismo, assentado na realidade, pois aquilo que é considerado utopia em um século poderá transmutar-se em ato no século seguinte. " ( José Pacheco)
domingo, 30 de agosto de 2015
com Paulo Freire
Paulo Freire
"ensinar não é transferir conhecimento mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. " (Paulo Freire)
"Me movo como educador, porque primeiro me movo como gente." ( Paulo Freire)
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
com Ximena D'avila
"Toda dor e sofrimento pelos quais se pede ajuda são de origem cultural na cultura patriarcal-matriarcal que vive a maior parte humanidade atualmente.
Disso tomei consciência no curso de minhas conversações com pessoas que Daniel um médico amigo, me mandava dizendo: "Você conversa de um modo que faz bem". Seu comentário me surpreendeu e me intrigou, de modo que comecei a observar o que aconteceu em meu encontro com as pessoas que ele me enviava e vinham conversar comigo. Eu as recebia no living de minha casa, procurando um lugar aconchegante, sem artifícios, acolhedor, um lugar em que nos sentíssemos bem. E o fiz sem a intenção de fazer terapia, somente na aceitação de pessoa que vinha me ver como outro ser humano tão inteligente e sensível com eu, dando-nos mutuamente confiança, num encontro no mútuo respeito." ( Ximena D'avila)
quarta-feira, 29 de julho de 2015
MEC cria grupo de trabalho para identificar práticas inovadoras na educação básica
Publicado em 28 de julho de 2015
A medida foi anunciada pelo ministro Renato Janine Ribeiro e está regulamentada pela portaria 751, de 21 de julho de 2015. A primeira ação do grupo de trabalho nacional deverá ser a promoção de uma chamada pública, prevista para o mês de setembro, em que as instituições educativas poderão descrever as ações que realizam dentro da perspectiva de uma educação inovadora e criativa. As experiências serão analisadas pelo MEC e algumas instituições poderão ter suas práticas publicadas em uma plataforma online, ainda em construção.
“Queremos conhecer o perfil da inovação, onde ela acontece, quem são os agentes responsáveis, qual o protótipo dessa instituição educativa inovadora. E a partir disso confluir para essa rede várias políticas para além das do próprio ministério, como das universidades, ONGs e governos locais”, explica a assessora especial do Gabinete do Ministro da Educação e coordenadora do grupo de trabalho, Helena Singer.
De acordo com a coordenadora, o reconhecimento das práticas educacionais inovadoras integra mais uma das tarefas do MEC. “Do ponto de vista da gestão, esperamos encontrar práticas que tenham desenvolvido um processo de corresponsabilização, envolvendo estudantes, pais, professores e comunidade na formação do projeto político pedagógico e, a partir disso, estabelecido uma relação de significado com a instituição do ponto de vista da sua organização. No aspecto curricular, estamos olhando para a promoção do desenvolvimento integral e para a promoção da sustentabilidade social, econômica, ecológica e cultural, capaz de estabelecer com o indivíduo uma relação de produção de conhecimento e cultura. Para o ambiente físico, queremos espaços capazes de mostrar e manifestar o projeto pedagógico ali desenvolvido e que ancorem relações humanas dialógicas, responsivas, voltadas para o bem estar de todos e capazes de mediar conflitos”, conta Singer.
O mapeamento de iniciativas deve ser concluído até o final do ano de 2015. Após essa etapa, o objetivo é começar a implementar políticas e programas que fortaleçam essas experiências e definam diretrizes para as políticas educacionais brasileiras.
Com informações do Centro de Referências em Educação Integral
quinta-feira, 16 de julho de 2015
O Déficit de Atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças
Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.
Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado
Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.
Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.
A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.
Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.
Nota da CONTI outra: a reprodução desse material foi autorizada pela autora.
MARCELA PICANÇO: colunista CONTI outra
Atriz, roteirista, formada em comunicação social e autora do Blog De Repente dá Certo.
Pira em artes e tecnologia e acredita que as histórias são as coisas mais valiosas que temos.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
TIÃO ROCHA FALA SOBRE EDUCAÇÃO !
"Como é que a gente constrói algo novo? Por caminhos novos. Não dá pra fazer os velhos caminhos. E aí você que analisa toda a energia. Mas isso muda o olhar. Essa mudança de olhar é mudança de paradigma. Nós fomos treinados a olhar a comunidade pelo lado vazio do copo e medir o que chama IDH . A muitos anos que eu não meço o IDH. Eu não olho pelo lado de carência, carente somos todos nós . Eu olho pelo lado de IPDH, Indice de Potencial de Desenvolvimento Humano que está lá. E dá pra medir, que é a capacidade de acolhimento, capacidade de convivência, capacidade de aprendizagem e a capacidade de oportunidade. Quando você chega numa comunidade e olha pelo lado cheio do copo é isso que garante àquela comunidade um momento de transformação."
(Tião Rocha, educador)
terça-feira, 23 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
ENTRE A IMORTALIDADE E A REPRODUÇÃO - CAOS E HARMONIA - um lindo texto de Ana Thomaz
a noite passada vivi uma experiência transmutadora...depois de ajudar as meninas a dormirem, fui para meu quarto e comecei a sentir calafrios, rapidamente coloquei um pijama quente e me enrolei em cobertas, os calafrios foram se transformando em um frio profundo nos ossos, tremia tanto que temia ter uma convulsão, o frio estava insuportável e o mal-estar aumentava, o marido em são paulo incomunicável em um set de filmagem, decidi ficar lúcida, mantive a calma com a respiração profunda e tranquila, e a tremedeira piorava, as dores nos ossos, enjoo, o corpo todo contraído, frio que eu nunca havia sentido antes, precisava de ajuda e logo pensei em uma cena do filme lucy*, alcancei o laptop e coloquei o filme, primeira frase do filme
"a vida nos foi dada a um bilhão de anos, o que fizemos com ela?"
Leia na íntegra aqui: http://anathomaz.blogspot.com.br/2015/06/entre-imortalidade-e-reproducao-caos-e.html
terça-feira, 2 de junho de 2015
Claudio Naranjo: “A educação atual produz zumbis”
Uma excelente entrevista com Claudio Naranjo:

ÉPOCA – Quais os problemas do modelo educacional atual na opinião do senhor?
Naranjo – Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? O nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.
Naranjo – Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? O nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.
ÉPOCA – Como é possível mudar esse modelo?
Naranjo – Podemos conceber uma educação para a consciência, para o desenvolvimento da mente. Na fundação, criamos um método para a formação de educadores baseado em mais de 40 anos de pesquisas. O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas. Hoje a educação é despótica e repressiva. É como se educar fosse dizer faça isso e faça aquilo. O treinamento que criamos está entre os programas reconhecidos pelo Fórum Mundial da Educação, do qual faço parte. Já estive com ministros da Educação de dezenas de países para divulgar a importância dessa abordagem.
Naranjo – Podemos conceber uma educação para a consciência, para o desenvolvimento da mente. Na fundação, criamos um método para a formação de educadores baseado em mais de 40 anos de pesquisas. O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas. Hoje a educação é despótica e repressiva. É como se educar fosse dizer faça isso e faça aquilo. O treinamento que criamos está entre os programas reconhecidos pelo Fórum Mundial da Educação, do qual faço parte. Já estive com ministros da Educação de dezenas de países para divulgar a importância dessa abordagem.
ÉPOCA – E qual foi a recepção?
Naranjo – A palavra amor não tem muita aceitação no mundo da educação. Na poesia, talvez. Na religião, talvez. Mas não na educação. O tema inteligência emocional é um pouco mais disseminado. É usado para que os jovens tomem consciência de suas emoções. É bom que exista para começar, mas não tem um impacto transformador. A inteligência emocional é aceita porque tem o nome inteligência no meio. Tudo o que é intelectual interessa. Não se dá importância ao emocional. Esse aspecto é tratado com preconceito. É um absurdo, porque, quando implementamos uma didática afetuosa, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo. Os ministros da Educação me recebem muito bem. Eles concordam com meu ponto de vista, mas na prática não fazem nada. Pode ser que isso ocorra por causa da própria inércia do sistema. O ministro é como um visitante que passa pelos ministérios e consegue apenas resolver o que é urgente. Ele mesmo não estabelece prioridades. Estou mais esperançoso com o novo ministro da Educação de vocês (Renato Janine Ribeiro). Ele me convidou para jantar, para falarmos sobre minhas ideias. É a primeira vez que a iniciativa parte do lado do governo. Ele é um filósofo, pode fazer alguma diferença.
Naranjo – A palavra amor não tem muita aceitação no mundo da educação. Na poesia, talvez. Na religião, talvez. Mas não na educação. O tema inteligência emocional é um pouco mais disseminado. É usado para que os jovens tomem consciência de suas emoções. É bom que exista para começar, mas não tem um impacto transformador. A inteligência emocional é aceita porque tem o nome inteligência no meio. Tudo o que é intelectual interessa. Não se dá importância ao emocional. Esse aspecto é tratado com preconceito. É um absurdo, porque, quando implementamos uma didática afetuosa, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo. Os ministros da Educação me recebem muito bem. Eles concordam com meu ponto de vista, mas na prática não fazem nada. Pode ser que isso ocorra por causa da própria inércia do sistema. O ministro é como um visitante que passa pelos ministérios e consegue apenas resolver o que é urgente. Ele mesmo não estabelece prioridades. Estou mais esperançoso com o novo ministro da Educação de vocês (Renato Janine Ribeiro). Ele me convidou para jantar, para falarmos sobre minhas ideias. É a primeira vez que a iniciativa parte do lado do governo. Ele é um filósofo, pode fazer alguma diferença.
"Quando há amor na forma de ensinar, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo"
ÉPOCA – Para quem decidiu ser professor, não seria natural sentir amor, compaixão e vontade de cuidar do aluno?
Naranjo – Uma vez dei uma aula a um grupo de estudantes de pedagogia na Universidade de Brasília. Fiquei muito decepcionado com a falta de interesse. Vendo minha expressão, o coordenador me disse: “Compreenda que eles não escolheram ser educadores. Alguns prefeririam ser motorista de táxi, mas decidiram educar porque ganham um pouco mais e têm um pouco mais de segurança. Estão aqui porque não tiveram condições de se preparar para ser advogados ou engenheiros ou outra profissão que almejassem”. Isso acontece muito em locais em que a educação não é realmente valorizada. Quem chega à escola de educação são os que têm menos talento e menos competência. Não se pode esperar que tenham a vocação pedagógica, de transmitir valores, cuidar e acolher.
Naranjo – Uma vez dei uma aula a um grupo de estudantes de pedagogia na Universidade de Brasília. Fiquei muito decepcionado com a falta de interesse. Vendo minha expressão, o coordenador me disse: “Compreenda que eles não escolheram ser educadores. Alguns prefeririam ser motorista de táxi, mas decidiram educar porque ganham um pouco mais e têm um pouco mais de segurança. Estão aqui porque não tiveram condições de se preparar para ser advogados ou engenheiros ou outra profissão que almejassem”. Isso acontece muito em locais em que a educação não é realmente valorizada. Quem chega à escola de educação são os que têm menos talento e menos competência. Não se pode esperar que tenham a vocação pedagógica, de transmitir valores, cuidar e acolher.
>> Brasil fica em 60° lugar em ranking mundial de educação em lista com 76 países
ÉPOCA – O senhor diz que o sistema de educação atual desperdiça talentos, rotulando-os com transtornos e distúrbios. Pode explicar melhor esse ponto?
Naranjo – Humberto Maturana, cientista chileno, me contou que a membrana celular não deixa entrar aquilo que ela não precisa. A célula tem um modelo em seus genes e sabe o que necessita para construir-se. Um eletrólito que não lhe servirá não será absorvido. Podemos usar essa metáfora para a educação. As perturbações da educação são uma resposta sã a uma educação insana. As crianças são tachadas como doentes com distúrbios de atenção e de aprendizado, mas em muitos casos trata-se de uma negação sã da mente da criança de não querer aprender o irrelevante. Nossos estudantes não querem que lhe metam coisas na cabeça. O papel do educador é levá-lo a descobrir, refletir, debater e constatar. Para isso, é essencial estimular o autoconhecimento, respeitando as características de cada um. Tudo é mais efetivo quando a criança entende o que faz mais sentido para ela.
ÉPOCA – O senhor diz que o sistema de educação atual desperdiça talentos, rotulando-os com transtornos e distúrbios. Pode explicar melhor esse ponto?
Naranjo – Humberto Maturana, cientista chileno, me contou que a membrana celular não deixa entrar aquilo que ela não precisa. A célula tem um modelo em seus genes e sabe o que necessita para construir-se. Um eletrólito que não lhe servirá não será absorvido. Podemos usar essa metáfora para a educação. As perturbações da educação são uma resposta sã a uma educação insana. As crianças são tachadas como doentes com distúrbios de atenção e de aprendizado, mas em muitos casos trata-se de uma negação sã da mente da criança de não querer aprender o irrelevante. Nossos estudantes não querem que lhe metam coisas na cabeça. O papel do educador é levá-lo a descobrir, refletir, debater e constatar. Para isso, é essencial estimular o autoconhecimento, respeitando as características de cada um. Tudo é mais efetivo quando a criança entende o que faz mais sentido para ela.
Leia a entrevista na íntegra aqui: http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/05/claudio-naranjo-educacao-atual-produz-zumbis.html
segunda-feira, 1 de junho de 2015
José Pacheco: “A crise é, também, da educação!”
E: Foi o idealizador do projeto educativo da Escola da Ponte, na Vila das Aves, que se mantem desde 1976 em funcionamento. Como é que tudo começou?
JP: A resposta tem um pouco de história autobiográfica, e eu peço desculpa de falar em termos pessoais, porque o projeto da Ponte é coletivo, de uma equipa, e não meu. Quando vamos para a educação, vamos por uma de duas razões: por amor ou por vingança. Eu confesso que fui por vingança. Jurei a mim mesmo que nenhum aluno meu passaria pelas situações de humilhação e exclusão por que eu passei. Para mim seria inadmissível que um aluno não aprendesse. Estávamos no tempo da ditadura e eu dava aulas muito bem dadas. Era o que me diziam... Ainda assim, no fim de cada ano havia sempre uma parcela de alunos que não aprendia, que reprovava. Eu questionava-me: Se eu dou aulas tão bem dadas, por que razão eles não aprendem? Não me conseguia vingar!... [risos] Comecei a pensar que havia qualquer coisa de errado.
Quando cheguei à Ponte, aceitei lecionar uma turma a que chamavam "turma do lixo", uma turma composta de jovens de 14 e 15 anos que não sabiam ler nem escrever, que batiam nos professores. Perguntei àqueles jovens: Porque não sabeis ler? E eles responderam: "Porque as professoras todos os anos nos falam do a, e, i, o, u, do pa, pe pi, pó, pu, do saltinho do pardal, da ondinha do mar. E, depois de darmos a primeira e a segunda página do livro, não entendemos mais nada." Olhei para eles e pensei: Mas é assim que eu ensino, se continuar a ensinar assim eles vão continuar a não aprender.
| "Compreendi que não havia dificuldades de aprendizagem neles, mas de "ensinagem" em mim. Eles não aprendiam porque a escola não lhes contemplava a diversidade." |
E: Pôs em causa a forma como lecionava?
JP: Nesse momento senti a primeira iluminação. Compreendi que não havia dificuldades de aprendizagem neles, mas de "ensinagem" em mim. Eles não aprendiam porque a escola não lhes contemplava a diversidade. Cada um era um ser único, dotado de um ritmo e modo de pensar próprios. Se fosse hoje, falar-se-ia de estilos de inteligência. Mas nós ensinávamos a todos da mesma maneira, no mesmo lugar e no mesmo horário. Interroguei-me, novamente: Será que tem de ser assim? Porque há aula? Porque dou aula? Quando percebi que dar aula é inútil e prejudicial, o chão fugiu-me debaixo dos pés - eu só sabia dar aula. O que iria fazer da minha vida? Mudar de profissão?
Senti vontade de voltar para a engenharia. Entretanto, conheci professores tão desorientados quanto eu e duas professoras da Escola da Ponte, e tudo mudou. Elas sentiam o mesmo desconforto que eu sentia. Quando lhes falei sobre isso, com elas iniciei um caminho de reflexão-ação, que continua... buscamos compreender porque dávamos aulas, por que razão uma aula durava 50 minutos, porque aplicávamos testes, porque organizávamos as escolas em classes ou anos de escolaridade... Lendo teoria e modificando a nossa práxis, concluímos que nada disso tinha fundamento científico. Que teríamos de procurar alternativas para esses arcaísmos pedagógicos
Assista a entrevista de José Pacheco na íntegra aqui:http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=14504&langid=1
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Florianópolis recebe exposição com 40 quadros do espanhol Miró
A exposição de Joan Miró estará em florianópolis a partir de setembro no MASC - Museu de Arte de Santa Catarina
Leia a reportagem aqui: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/04/florianopolis-recebe-exposicao-com-40-quadros-do-espanhol-miro.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1
terça-feira, 5 de maio de 2015
Encontro para debater sobre educação !!!!
O ministro da educação Renato Janine reuniu-se com uma equipe de educadores para trocar ideias sobre uma educação transformadora. Entre os integrantes estavam Tião Rocha e José Pacheco que fomentam a mudança de algumas questões importantes na educação, como por exemplo, a de que todos os estudantes têm condições de aprender desde que seja respeitado o seu rítmo e seu tempo.
Leia a reportagem aqui: http://www.cidadeescolaaprendiz.org.br/cidade-escola-aprendiz-recebe-ministro-renato-janine-e-grupo-de-educadores-para-debate-sobre-desafios-da-educacao-publica-e-experiencias-de-inovacao/
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Vale a pena rever essa linda conversa entre Rubem Alves e Antônio Abujamra
Uma linda conversa entre Rubem e Abujamra. Falam sobre algumas questões sensíveis da vida, como a beleza das perguntas das crianças, a descoberta de que a felicidade está nas pequenas coisas, e de uma educação transformadora. Num momento da entrevista, Rubem fala; " Olha a palavra que inventaram nas escolas, eu odeio essa palavra, grade curricular. Eu digo que grade curricular foi uma expressão inventada por um carcereiro desempregado. Você pensar que pode pegar os currículos e colocar em grade. Tá tudo engradado e ninguém protesta. Então é por isso que as crianças não aprendem. Por que que uma criança tem de saber o que que é dígrafo? Não serve pra nada. Mas tem que aprender porque tá na grade curricular e ninguém protesta." Abujamra pergunta: " Será que ninguém protesta?" Rubem responde: "Eu acho que a maioria das pessoas simplesmente aceita a grade curricular e os professores têm que dar o programa, têm que dar o programa e não fazem essa pergunta, pra que que serve isso? Pra que que serve isso?"
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Poema "Difícil fotografar o silêncio", de Manoel de Barros, declamado po...
Uma homenagem a Antônio Abujamra que esteve por quase 15 anos à frente do Programa Provocações, "idolantrando a dúvida", como ele dizia na abertura do "Provocações".
Neste vídeo ele declama um poema de Manoel de Barros;
"Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa,.
Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador.
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão. Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre. Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com maiakoviski – seu criador. Fotografei a nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
Mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal."
( Manoel de Barros)
quarta-feira, 22 de abril de 2015
" A minha aula rompeu as paredes da escola por Andréa Barreto"
Professora de ciências e biologia utilizou plataformas digitais para passar conteúdos para alunos estudarem em casa
Por Andréa Barreto
Sou professora de ciências e biologia das redes pública e particular da cidade do Rio de Janeiro desde 1993, mas vejo que nossos alunos estão cada vez mais apáticos em sala de aula. O desinteresse é imenso e o aprendizado fica pobre.
Ano passado (2013), percebi que meus alunos não estavam nada interessados em sala de aula, mas quando se falava em fazer alguma atividade na internet, tudo mudava. Pensando nisso, resolvi lançar mão das aulas invertidas.
Eu já usava um recurso educativo que era um blog, chamado Dicas de Ciências, onde meus alunos reviam a matéria, baixavam mais exercícios e tiravam dúvidas. Porém, vi que os meninos necessitavam de outros recursos.
Então, criei cursos no Moodle, uma plataforma de aprendizagem a distância que é baseada em software livre. Nessa plataforma, eu fazia aulas que serviam de tarefa de casa. Cada aluno acessava (vale dizer que cada um tinha um perfil como nas redes sociais) e fazia a atividade. Essa tarefa consistia em vídeos, textos e exercícios. O conteúdo não havia sido dado em sala de aula. Era o primeiro contato deles com aquele tópico e eu acompanhava o desempenho de cada um online.
Depois, em sala de aula, o que fazia era tirar as dúvidas. Eu já tinha uma amostra prévia do perfil dos alunos, e, portanto, sabia das dúvidas e dificuldades de cada um. Como um cirurgião, trabalhava na escola essas dificuldades. Em sala de aula, procurava sistematizar e aprofundar cada tópico trabalhado.
É claro que o interesse aumentou e os alunos se sentiram co-responsáveis pelo seu aprendizado. Eles mesmos propunham outras atividades dentro ou fora da sala de aula. A minha aula rompeu as paredes da escola. O desempenho aumentou, as aulas ficaram mais vivas e os meninos passaram a amar ciências e biologia.
fonte: http://porvir.org/diariodeinovacoes/a-minha-aula-rompeu-paredes-da-escola-2/2014112
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
com a palavra, Gilberto Dimenstein

"Como enganar as pessoas
Políticos conseguiram dar a esperança de segurança à população propondo a redução da maioridade penal. Isso como se colocar um jovem de 16 anos numa cadeia para adultos pudesse fazê-lo voltar melhor à sociedade. Datafolha de hoje: 87% dos brasileiros apoiam a redução.
Ao contrário: o jovem vai voltar ainda mais perigoso.
Na minha experiência como jornalista, aprendi uma regra: diante de problemas complexos, sempre aparece gente que encanta o país com soluções simples, rápidas e, no final, falsas.
A violência entre jovens é mais falta de escola do que de prisão. Só que isso demora."
(Gilberto Dimenstein)
terça-feira, 7 de abril de 2015
Entrevista com Renato Janine Ribeiro, Ministro da Educação
" Eu acredito na educação como libertação. Não é uma transmissão de conteúdos, não é uma padronização das pessoas e eu penso que um dos pontos importantes é como a gente aproxima isso do mundo da cultura. O mundo da educação é mais regulado, ele tem cursos, tem currículos, tem nota, tem diploma. Tô fazendo uma esquematização muito simples. O mundo da cultura você pode, sei lá, você vai ver "Lincoln" do Spielberg, é uma aula sobre escravagismo e abolição. Agora, aula mesmo seria diferente. Então, como a gente pode complementar? Pensando tudo isso dentro de algumas ideias, por exemplo, conhecer é prazeroso! Por que a gente deixou ao longo do séculos que conhecer se tornasse uma corvéia, se tornasse uma obrigação e não tanto um prazer? Tem muita gente refletindo sobre isso, nada disso é ideia original minha. Só acho que dá pra gente puxar mais pra esse lado na educação ! " (Renato Janine Ribeiro - Ministro da Educação )
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